Ministério da Saúde intensificam ações contra o sarampo


De 6 a 8 de fevereiro, uma equipe de técnicos do Ministério da Saúde e da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) esteve em Santarém, no oeste do Pará, para implantar o Plano de Eliminação do Vírus do Sarampo no Brasil na região.

A finalidade do Plano, firmado entre o MS e os estados do Amazonas, Roraima e o município de Santarém, é fortalecer os sistemas de Vigilância e Atenção à Saúde para interromper a circulação do vírus do sarampo no país e garantir que o Brasil permaneça com o Certificado de Eliminação da Circulação do Vírus do Sarampo. O título foi recebido em 2016 da Organização Mundial de Saúde (OMS).

Segundo a chefe da Divisão de Vigilância Epidemiológica (DVE), Martha Nóbrega, uma equipe da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) deverá vir ao Brasil no fim deste mês para avaliar os indicadores relacionados a todas as ações previstas no Plano.

Entre os objetivos específicos, Martha destacou: alcançar as metas dos indicadores de qualidade de vigilância epidemiológica das doenças exantemáticas, como taxa de notificação, homogeneidade de cobertura vacinal, investigação oportuna, coleta oportuna, envio oportuno, notificação negativa, casos encerrados por laboratório e investigação adequada; realizar as ações de bloqueio vacinal; e envolver as equipes de Saúde da Família e serviços de saúde públicos e privados nas ações de notificação, investigação e bloqueio oportunos.

De fevereiro de 2018 até o momento, o Pará notificou 285 casos suspeitos de sarampo, dos quais 68 foram confirmados, todos com clínica compatível; 183 casos foram descartados; e 34 permanecem em investigação. Entre os casos confirmados dois evoluíram para óbito; eram refugiados venezuelanos que estavam em Belém.

Oeste paraense – Santarém foi a cidade que apresentou o maior número de notificações, 113 casos no total, e maior número de confirmados, 37 até o momento. Daí a necessidade da ida da equipe técnica ao município, uma vez que é intenso o fluxo de pessoas deste com o Amazonas, o que contribui para a transmissão do sarampo, já que o estado vizinho enfrenta um surto da doença.
Por isso, em Santarém, foram realizadas quatro reuniões: duas no dias 6, com representantes do 9º Centro Regional de Saúde (CRS), das Secretarias Municipais de Saúde de Santarém, Mojuí dos Campos, Monte Alegre, Terra Santa e Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEIs) Tapajós e Guamá-Tocantins.

A terceira reunião ocorreu no dia 7 de fevereiro, com a secretária de Saúde de Santarém, Dayane Lima, técnicos do órgão e representantes do 9º CRS e da Sespa. A última, no dia 8 de fevereiro, foi realizada com as enfermeiras coordenadoras da Atenção Básica do município.

Em todos os encontros, além de Martha Nóbrega, estiveram presentes Ernesto Renoiner, da Coordenação Geral do Programa Nacional de Imunizações (CGPNI/SVS/MS); Olavo Fontoura, do Departamento de Atenção Básica da Secretaria de Vigilância em Saúde (DAB/SAS/MS); Xênia Lemos, da Fiocruz/RJ; Flávia Cardosos, da Coordenação Geral de Doenças Transmissíveis (CGDT/DEVIT/SVS/MS); Martha Nóbrega, da DVE; Carmen Carneiro, da Coordenação Estadual de Imunizações; Cristiane Ikeda, do Laboratório Central do Estado (Lacen-PA); Ragner Junnot e Lílian Mota, da Vigilância Epidemiológica do 9º CRS; e Claudenice Cardoso, da Imunização do 9ºCRS.
Uma equipe do Programa de Treinamento em Epidemiologia Aplicada aos Serviços do SUS (EpiSUS), composta por um supervisor e dois treinandos, também foi com a equipe para investigar casos suspeitos de sarampo no município de Prainha.

Situação epidemiológica - Desde fevereiro de 2018, o Brasil vem registrando casos de sarampo nos estados do Amazonas (9.803), Roraima (355), Rio Grande do Sul (46), Rio de Janeiro (19), Sergipe (04), Pernambuco (04), São Paulo (03), Bahia (03), Rondônia (02) e Distrito Federal (01).

Sarampo – É uma doença infecciosa aguda, viral, transmissível, extremamente contagiosa. Os sintomas iniciais são febre, tosse persistente, irritação ocular e coriza. Após esses sintomas, geralmente há o aparecimento de manchas avermelhadas no rosto, que progridem em direção aos pés. Também pode causar infecção nos ouvidos, pneumonia, convulsões, lesão cerebral e morte.

A transmissão ocorre diretamente, de pessoa a pessoa, geralmente por tosse, espirros, fala ou respiração. A infecção também ocorre por meio de gotículas de secreções respiratórias (tosse, espirro etc.) com partículas virais no ar, que podem perdurar por tempo relativamente longo no ambiente, especialmente em locais fechados como escolas e clínicas. A suscetibilidade ao vírus do sarampo é geral e a única forma de prevenção é a vacinação.

Recomendações - Cabe à população: procurar um serviço de saúde caso apresente sinais e sintomas de sarampo; manter o calendário de vacinação atualizado; regularizar a situação vacinal antes de viagem para municípios, estados ou países onde estejam ocorrendo casos de sarampo.
Já aos profissionais de saúde, a Sespa recomenda que notifiquem imediatamente às Secretarias Municipais de Saúde todo caso suspeito de sarampo, coletem amostra para sorologia e biologia molecular no primeiro contato com o paciente, e investiguem imediatamente a ocorrência de outros casos suspeitos.

Entre outras ações, cabe a estes órgãos notificar imediatamente e investigar todos os casos suspeitos que atendam à definição de caso de sarampo, e realizar bloqueio vacinal nos contatos do caso suspeito, independentemente do resultado laboratorial.

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