Ministério público articula medidas para preservar Museu do Marajó




Uma das preocupações expostas ao governo estadual e donos do espaço é a conservação do acervo cultural.


A proteção do acervo cultural do Museu do Marajó foi o principal tema de reunião realizada na manhã desta quinta-feira (19), na sede do Ministério Público do Estado do Pará (MPPA), em Belém, entre promotores de Justiça e representantes do Governo do Estado e da Associação do Museu Marajó. Instalado em Cachoeira do Arai, o centro de artes está fechado para o público desde dezembro de 2018 em razão de problemas estruturais.



Coordenador do Centro de Apoio Operacional do Meio Ambiente (Caoma), do MPPA, o promotor de Justiça José Godofredo Pires presidiu a reunião, que contou com as presenças de Nilton Gurjão, promotor de Justiça titular da Promotoria de Justiça de Defesa do Meio Ambiente, Patrimônio Cultural e Habitação e Urbanismo de Belém; Bruno Chagas, secretário adjunto de Cultura do Pará; e Carlos Alberto Leão, ex-presidente da Associação do Marajó.

O promotor José Godofredo Pires destacou a necessidade de adoção de medidas para garantir a organização e proteção do acervo do museu, que possui cerca de cinco mil peças de cerâmica, sobretudo fragmentos, como pedaços de vasilhas e pratos, boa parte catalogada no livro "Motivos ornamentais da cerâmica marajoara". O museu foi criado para guardar esse patrimônio arqueológico e tornar-se um polo de desenvolvimento por meio da cultura, oferecendo à comunidade cursos e oficinas e estimulando o turismo na região.



Bruno Chagas, secretário adjunto da Secretaria de Estado de Cultura (Secult), explicou que o governo estadual já reservou recursos para a reforma do museu, mas que a prefeitura de Cachoeira do Arari está com problemas para receber verbas, bem como a Associação do Museu do Marajó, que também tem possui restrições, incluindo a resistência em assinar um termo de comodato que prevê atividades do Estado no local.

Credenciado para representar a Associação do Museu do Marajó na reunião, Carlos Alberto Leão argumentou que há resistências de sócios do museu em assinar termo de comodato com a Secult, por um suposto entendimento de que o acordo poderia resultar na saída do centro cultural de Cachoeira do Arari.



Foi acordado na reunião que a Secult vai disponibilizar ao MPPA a minuta do termo de comodato apresentado à Associação do Museu do Marajó para análise. Uma nova reunião sobre o assunto foi agendado para o dia 8 de outubro, em Cachoeira do Arari.


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