Especialistas do Regional do Marajó alertam sobre riscos da atividade sexual no período gestacional

Especialistas do Regional do Marajó alertam sobre riscos da atividade sexual no período gestacional

A vida sexual no período gestacional ainda é um tabu para muitas mulheres que têm receio de perguntar sobre o assunto, até mesmo para os profissionais da área da saúde. São muitos os fatores, entre eles, questões sociais e religiosas. Preocupado com esse cenário e com objetivo de esclarecer as dúvidas nesse sentido, a equipe do Hospital Regional Público do Marajó (HRPM), em Breves, está atuando em ações de educação em saúde com palestras junto às gestantes assistidas, para explicar que a gravidez é um período de muitas mudanças físicas, hormonais, mas também psicológicas que podem alterar significativamente a maneira de como a mulher se relaciona com seus familiares e parceiros.

Referência na assistência de média e alta complexidade para usuários do sudoeste marajoara, o HRPM oferece várias especialidades, entre elas Obstetrícia e Ginecologia, que oferta serviço de maternidade com atenção voltada para gravidez de alto risco.



De acordo com o enfermeiro Michel Batista, a vida sexual não precisa sofrer graves consequências durante a gravidez. Alguns pesquisadores defendem que manter relações sexuais nesse período faz bem porque ajuda a controlar a ansiedade, melhora a autoestima e diminui a pressão arterial, pois quando ela está elevada, a gestante corre o risco de ter pré-eclâmpsia.

Segundo ele, uma pesquisa canadense realizada com 1.050 gestantes mostrou que 56% delas sentiram uma diminuição no desejo sexual. “Isso pode acontecer devido às flutuações hormonais”, explicou. Já o Ministério da Saúde diz que manter relações sexuais durante a gravidez não parece estar associado a efeitos adversos.

Michel Batista destaca que a restrição à atividade sexual deve ser feita apenas a critério médico, por causa de patologias como placenta prévia ou alto risco de prematuridade. “Inicialmente, a atividade sexual está liberada durante toda a gestação, exceto em situações especiais, aí existe a necessidade de restrição às relações sexuais”.



A opinião está em sintonia com a médica ginecologista/obstetra do HRPM, Sônia Rios, ao alertar que se a usuária estiver passando por complicações durante a gestação, a recomendação é que não mantenha relações sexuais. Entre esses fatores de riscos, ela destaca a ameaça de aborto espontâneo, pré-eclâmpsia, placenta prévia, e em alguns casos a médica recomenda o uso de preservativo, pois o sêmen pode estimular, em algumas mulheres, contrações uterinas.

O enfermeiro Michel complementa ainda que a mulher tem que se sentir confortável para ter relações sexuais. “O contato íntimo não machuca o bebê, que está abrigado dentro do útero”, falou o enfermeiro.

O HRPM é referência em atendimento à gravidez de alto risco e tem como uma de suas metas assegurar um parto mais seguro e um puerpério saudável, contando ainda com serviços voltados às mulheres, como o “Espaço para Gestantes”. Lá as usuárias são acolhidas, tiram suas dúvidas, entre elas com relação à vida sexual durante o período gestacional.



A farmacêutica Sariane Rezende Brasil, 27, é uma das usuárias atendidas pelo “Espaço para Gestantes”, que aproveita a oportunidade da consulta médica para tirar suas dúvidas. “Eu sempre pergunto, tiro minhas dúvidas, eu sou ciente quanto algumas coisas, mas como eu só tenho um ovário, fiquei bem preocupada de prejudicar meu bebê, mas a doutora já me acalmou. Acho até que a relação é melhor e contribui para o parto”, disse a gestante de sete meses, ao afirmar que agora não se abstém das relações sexuais.

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