Projeto inédito inclui marajoaras na elaboração de políticas públicas

Projeto inédito inclui marajoaras na elaboração de políticas públicas

O Projeto “Rede de cidadania: mulheres marajoaras, com elas e por elas” foi lançado nesta terça-feira (5), nos municípios de Breves e Bagre, no Arquipélago do Marajó, pela Secretaria de Estado de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh). Inédita no Pará, a iniciativa visa atender mais de 600 mulheres da região nos meses de novembro e dezembro, com ações voltadas para inclusão da população feminina na elaboração de políticas públicas.

“Precisamos desconstruir estereótipos sobre a mulher do Marajó e incentivar o protagonismo delas na região a partir de troca de experiências, capacitações, seminários e oficinas”, explicou o titular da Sejudh, Rogério Barra, durante a cerimônia de lançamento em Breves.
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O lançamento ocorreu, simultaneamente, nos dois municípios, com a presença de representantes das secretarias municipais da Mulher e dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário local.  À tarde, foram ministradas oficinas sobre empoderamento feminino, alternativas de geração de renda e empreendedorismo.



As ações da Sejudh prosseguirão nas duas localidades até a próxima sexta-feira (8). Nas semanas seguintes serão realizadas nos municípios de Portel, Melgaço, Curralinho e São Sebastião da Boa Vista.
“É gratificante contribuir ativamente com essa iniciativa, que atende um público historicamente vulnerável. A presença do Estado, através desse projeto da Sejudh, traz muito mais que cidadania e inclusão para a mulher marajoara; traz dignidade e esperança de dias melhores”, enfatizou o deputado estadual Luth Rebelo, autor da emenda que destinou recursos para o evento.
Novos olhares - Na programação, olhares atentos e depoimentos de mulheres de diversos segmentos que, pela primeira vez, puderam expor a realidade local e participar de atividades voltadas para o protagonismo social. Donas de casa, parteiras, estudantes, pedagogas e professoras contaram suas histórias, dificuldades e expectativas sobre a iniciativa que busca apresentar novas possibilidades para a população feminina marajoara.


“Em décadas, é a primeira vez que o governo vem aqui pra falar com as mulheres. A gente precisava disso, de ser escutada e ter uma alternativa pra quebrar essa imagem ruim que têm da mulher daqui, de quebrar a cultura das ‘meninas balseiras’”, disse a parteira Maria Santana Furtado, 65 anos, que já participou de mais de 40 partos.

Exemplo - Para participar das oficinas, a dona de casa Martha do Carmo, 27 anos, teve que levar a filha de 3 anos. “Eu trouxe a minha filha porque não tinha com quem deixar. Pensei duas vezes em desistir porque ela chora muito, mas eu insisti pra ter uma oportunidade”, contou. Embora com dificuldades, Martha ficou até o final da programação. “Sou o exemplo da mulher brevense que, se quiser melhorar de vida, tem que se dobrar em milhares pra ser mãe, esposa, dona de casa e ter que dar um jeito pra estar aqui. Foi cansativo e difícil, mas tô feliz de ter participado. Precisamos de mais ações como essa”, frisou.
Para a coordenadora de Integração de Políticas para as mulheres, Márcia Jorge, da Sejudh, os depoimentos coletados ao longo do dia mostraram a importância de ações para o fortalecimento da rede de promoção e proteção às mulheres. “Estamos aqui para possibilitar à mulher marajoara qualificação, na perspectiva do empreendedorismo e economia criativa, de uma formação política cidadã, visando à autonomia econômica e ao empoderamento feminino”, informou.
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