Polícia Civil alerta que crimes na internet aumentam no fim de ano

Polícia Civil alerta que crimes na internet aumentam no fim de ano


Em maio deste ano, a comerciante Tuanne Gusso divulgou um anúncio em uma plataforma on-line de compra e venda de produtos. Poucas horas após a inserção da publicidade, ela recebeu uma mensagem pelo aplicativo WhatsApp, dizendo ser representante do site de vendas e solicitando que digitasse um código - que logo foi informado por mensagem via SMS. “No minuto que enviei o número, meu aplicativo saiu do ar. Reiniciei o aparelho celular e não funcionou. Então, solicitei um código de acesso ao suporte técnico, mas constava que já tinha sido utilizado. Foi quando percebi que meu WhatsApp poderia ter sido clonado”, conta a comerciante.

De acordo com. O caso de Tuanne Gusso é semelhante a outras ocorrências que chamaram a atenção da Polícia Civil do Pará, que iniciou em 29 de novembro a Operação “Sim Swap”, destinada a combater a delegada Vanessa Lee, da Divisão de Prevenção e Repressão a Crimes Tecnológicos (DPRCT), os delitos que envolvem esquemas ilícitos para obtenção de dinheiro a partir de plataformas comerciais na internet são mais comuns nos últimos meses do ano. “Com a proximidade do Natal e das festas de confraternização, as pessoas ficam mais dispostas a realizar compras virtuais.


Esse cenário, combinado com o uso intenso de aplicativo de mensagens instantâneas, aumenta o risco dos criminosos acessarem dados pessoais da vítima com o objetivo de conseguir dinheiro ilegalmente”, explica a delegada. As informações obtidas permitem aos autores da fraude assumir a identidade da pessoa para fazer compras no cartão de crédito ou pedir empréstimos financeiros

sobre a clonagem realizada do seu perfil no WhatsApp, ela recebeu diversas ligações de parentes e amigos questionando o suposto pedido de transferência de dinheiro que estavam recebendo do seu telefone. “Percebi o que os criminosos queriam e avisei que se tratava de um Clonagem - Foi o que houve com Tuanne Gusso. Enquanto fazia o boletim de ocorrência (BO) golpe usando meu nome. Pedi para compartilharem a notícia com conhecidos, avisei em todas as minhas redes sociais. 

Infelizmente, algumas pessoas acabaram enviando as quantias. Foi muito rápido”, diz a vítima.
De acordo com a comerciante, o prejuízo foi de R$ 12 mil. As mensagens solicitando dinheiro continuaram por mais alguns dias, até os contatos do perfil não responderem mais.

Violações contra o patrimônio material não são o único tipo de crime de informática, alerta a delegada Vanessa Lee. “Ataques contra a honra pessoal ou injúrias raciais acontecem. Também é preciso levar em conta qual foi a tecnologia utilizada para a prática criminosa”, destaca.
Internet. Em novembro, amigos informaram que suas fotos estavam sendo reproduzidas em um segundo perfil da rede social Facebook. “Estavam usando as imagens de divulgação do meu A promotora de vendas e ações, Rubi Souza, foi vítima de uso indevido de sua imagem na trabalho como se fossem de uma acompanhante de luxo. Mudaram meu nome e informaram um telefone para contato”, lembra. 

Denunciar, sempre! - A própria Rubi Souza, assumindo outro perfil, enviou mensagens para o número indicado na tentativa de descobrir quem estava utilizando suas fotos. Os criminosos pediram que ela fizesse depósito bancário para três nomes diferentes, cada um com CPF próprio. A promotora recebeu ameaças quando se dispôs a procurar as autoridades. Mesmo 


assim, foi à polícia. “Eles já têm informações sobre quem participa desse crime. É uma situação desgastante, porque meu trabalho envolve a divulgação da minha imagem. Mas sei que estão investigando”, informa Rubi Souza, que divulgou uma mensagem nas redes sociais para explicar a situação e recebeu o apoio de muitos colegas, que também foram vítimas do mesmo tipo de prática. Em todos os casos, a mesma recomendação: é preciso ir à polícia o quanto antes.

Vanessa Lee explica que, se alguém perceber que foi vítima de um crime cibernético, deve imediatamente registrar o boletim de ocorrência em qualquer delegacia. “A polícia vai orientar a vítima sobre o que fazer num primeiro momento e, após verificar qual tipo de crime está sendo praticado, vai entrar em contato com as divisões especializadas para investigar o caso”, informa a delegada.

Também é importante reforçar medidas básicas de seguranças na rede, como ter atenção às senhas de e-mails e aplicativos, evitar usar aparelhos desconhecidos para acessar contas pessoais e saber mais sobre a segurança de perfis que compartilham imagens e vídeos nas redes sociais.

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