Bebê recém-nascido morre à espera de leito em Cachoeira do Arari, no Marajó

Bebê recém-nascido morre à espera de leito em Cachoeira do Arari, no Marajó

Um bebê prematuro de dois dias de vida morreu na sexta-feira (3) em Cachoeira do Arari, após ficar internado com uma máscara de oxigênio improvisada com um copo plástico. Wendrio Lucas Barbosa morreu após não conseguir transferência para um hospital com atendimento avançado. A Secretaria de Estado de Saúde Pública do Pará (Sespa) declarou o resgate aéreo não poderia ser feito devido as condições climáticas da região.
De acordo com a prefeitura de Cachoeira do Arari, o uso do copo plástico foi uma opção do médico responsável pelo caso, que alegou que devido a criança ser prematura e muito pequena, as máscaras de oxigênio da unidade hospitalar não seriam adequadas para oxigenar o bebê. O médico Márcio França, que realizou o procedimento, disse que o improviso é comum nos atendimentos de saúde pública do Brasil, ainda mais em regiões pobres e com poucos recursos como o Marajó.

A prefeitura informou que foram disponibilizados leitos em Belém, Barcarena e Breves nesta sexta-feira (3), mas o resgate foi impossibilitado devido as condições climáticas da região. Durante a espera, o quadro de Wendrio, que não respirava adequadamente e não conseguia se alimentar, se agravou e ele morreu.

Em nota, a Secretaria de Estado de Saúde Pública do Pará (Sespa) declarou o resgata aéreo não poderia ser feito no momento em que recebeu o pedido de transferência do bebê, na noite de quinta-feira (2). A Sespa informou que acionou o resgate aéreo para transferir o Wendrio para um leito que havia sido liberado no Hospital Regional de Breves, mas que por conta do mau tempo, não foi possível o transporte decolar.

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