Ex-prefeito de Bagre é preso por fraude em licitação pública

Ex-prefeito de Bagre é preso por fraude em licitação pública



A policia Federal (PF)prendeu nesta quarta-feira(19), em Belém, o ex-prefeito de Bagre, Cledson Farias Lobato Rodrigues(Gordo). A prisão preventiva foi decretada pela Justiça Federal, que acatou um pedido do Ministério Público Federal (MPF).

Segundo o MPF, o ex-prefeito fraudava provas para prejudicar investigações em andamento contra ele, além de ter participado de um esquema de desvio de recursos do município, que atingiu a cifra de alguns milhões de reais.

A detenção foi realizada por agentes da PF. Segundo o delegado José Neto, durante a gestão de Cledson, entre os anos de 2013 a 2016, vários processos licitatórios foram dispensados. Empresas eram contratadas sem concorrência pública, provavelmente para beneficiar aliados políticos e esquemas fraudulentos. ´´ Essas dispensas não se deram em conformidade com a lei. Durante as investigações ele sabendo, começou a maquiar essas licitações. Na época, ele estava encontrado em contato com empresários para tentar regularizar. Ano passado cumprimos mandado de busca e apreensão na casa dele``, explica. ´´ E agora, eles identificaram que havia essa tentativa de produção de licitações.

No dia 3 de dezembro do ano passado, oito mandados de busca e apreensão pedidos pelo MPF e autorizados pela Justiça Federal foram cumpridos pela PF no município, na operação Catfish. O objetivo foi coletar informações em investigação de delitos de peculato (Apropriação indevida de dinheiro pertencente ao Estado) e crimes em licitação. Ao todo, dois processos em que o ex-prefeito foi condenado tiveram sentenças publicadas em 2017. Ambas suspenderam os direitos políticos por cinco anos.

A PF informa ainda que em um dos casos, o MPF apontou prejuízos a educação calculado em 2,3 milhões pela Controladoria-Geral da União. No outro, foram comprovadas irregularidades em licitação com R$ 11,2 mil em recursos do programa Transferência de Renda Diretamente às Famílias em condição de Pobreza e extrema pobreza e do programa Brasil Escolarizado.

Em um dos casos em andamento, que também trata de desvio de recursos da educação, em janeiro desse ano a justiça federal bloqueou R$ 1,4 milhão em bens do ex-prefeito.   


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